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A crise financeira dos EUA respinga sobre a Europa.
E o Brasil, nosso País das Maravilhas? Será pego pela tempestade?

Quinta-feira, 02 de outubro de 2008.



É de conhecimento de todos a crise financeira nos EUA, que explodiu e em pouco mais de um ano, ganhou fôlego para seguir adiante. Hoje a crise rende prejuízos de bilhões de dólares, não apenas entre instituições financeiras americanas, mas também entre as européias.

Vale lembrar que um dos primeiros movimentos na dança da crise no ano de 2007 foi a decisão do banco francês BNP Paribas, ao congelar cerca de 2 bilhões de euros em fundos, citando as preocupações sobre o setor de crédito "subprime" (de maior risco) nos EUA, termo que não ocupava espaço no vocabulário do mercado financeiro.

De acordo com notícias vindas da Alemanha, o banco Hypo Real Estate fez um acordo para obter um empréstimo de um consórcio de bancos alemães para aliviar a difícil situação financeira - as estimativas são de um aporte de US$ 51 bilhões.

Mas o outro lado da crise acontece sobre a economia. A paralisação nos mercados mundiais de crédito reflete na vida real. Pouco disposto a ver a crise financeira se transformar em econômica, o Ecofin - grupo que reúne os ministros de Finanças da União Européia - afirmou neste mês que o combate à crise deve ser feito com instrumentos já conhecidos, como rigor orçamentário e reformas estruturais.

No panorama nacional, a situação assim se apresenta: Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirma que a crise internacional ainda não atingiu exportações brasileiras, minimizando a crise. Enquanto isso, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que a crise pode afetar o crescimento do país em 2008, ou seja, ainda este ano, e pede prudência. Porém, segundo o nosso Presidente, Luis Inácio Lula da Silva, “a crise ainda não atravessou o atlântico”, afinal “estamos saudáveis para enfrentá-la”.

Será que a economia brasileira conseguiu imunidade e estamos mesmo blindados? Parece coisa do escritor Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas. Será que a área sucroalcoleira terá sorte e as situações visionárias sobre exportações e consumo internacional do nosso etanol não será atingido por tantos raios e trovões provenientes dessa tempestade americana?

Na realidade a crise financeira americana vem estimulando o mercado de exportação brasileira de etanol, viabilizando negócios até então parados em função da precificação.

Demandas continuam surgindo, porem agora com maior aceitação das Unidades Produtoras Brasileiras, sendo destino Europa ou EUA, o mercado internacional já é visto com um canal real de escoamento do produto, aproveitando esta janela de oportunidade.

A Ecoflex Trading tem a função de aguçar a sua participação. Assim sendo, coloque a sua opinião em nosso site!!

Afinal, vivemos no mundo real, com crises, derrotas e vitórias, bem diferente do mundo de Alice. Tecle e envie seus comentários, apreciaremos em publicá-los e discuti-los.

Postado as 19:44h
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Comentários:

Pontes disse ...
O "novo" mercado de etanol que se abriu decorre de graves problemas ambientais ainda não solucionados com a oferta do produto.
A crise financeira, e a consequente recessão, vão se manifestar na forma de uma onda de retração mas o ajuste tende a ser positivo a médio e longo prazos.

Postado em 15/10/2008 às 20:12h

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