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O Etanol virou Problema ?
Quarta-feira, 05 de dezembro de 2008.



Recentemente lemos em uma revista na edição de dezembro uma matéria cujo o conteúdo era enfatizando os problemas na área do Etanol.

Sabemos que os negócios foram maximizados, na realidade o etanol nunca será um problema, sua missão é agregar negócios e por conseqüência gerar receita e trabalho para o setor de energia brasileiro, sendo a SOLUÇAO para várias frentes.

As visões são míopes em relação ao setor, os bastidores revelam o melhor ângulo da visão. Os investidores internacionais desembarcaram no Brasil anunciando a compra de novas unidades, pagando em algumas situações preços completamente fora do eixo de mercado, estimulados pelo boom do etanol no mundo visando substituir um combustível finito, chamado petróleo.

Entendemos que os investimentos na cessaram, apenas recuaram para uma busca melhor estratégica e melhor entendimento de como funciona o setor sucroalcooleiro, não bastando apenas ter capital para investir, precisam conhecer o meio ambiente, mercado, regras mínimas para contratação de trabalhadores, evitando agredir regras que ocasionem trabalho escravo. A evidencia do setor é gigantesca, todos se viraram para o Brasil querendo aprender a tecnologia e ancorar seus contratos para abastecer o mundo.

Atualmente vivenciamos uma situação geral no mercado mundial, obviamente atingindo o setor sucroalcooleiro brasileiro, a principal é a falta de crédito, tendo alguns motivos imediatos para este cenário, um deles foi a ausência dos investimentos para ampliação das unidades, ou seja, dos 136 projetos de novas usinas até 2014, aproximadamente 30% foram postergados ou até mesmo cancelados.

Várias unidades produtoras estão entrando com pedido de recuperação judicial, algumas já previamente esperadas pelo setor, pois já caminhavam com grande dificuldade, logo não é surpresa para ninguém tudo que está acontecendo.

Em resumo constatamos várias situações adversas que levam o setor para este mal estar que estamos vivendo, eis algumas delas:

Falta de crédito, secando as fontes de financiamento, Custos altos em função do aumento de 25% nos últimos 18 meses, como o caso de fertilizantes por exemplo que subiram um absurdo, Excesso de investimento na produção distanciando do consumo interno, Fatídica queda do mercado internacional, retirando o capital de giro do mercado, obrigando a realizar a venda com preços abaixo do esperado.

Mas já estamos alguns anos vivenciando este setor, situações piores voltadas a preço já se passaram, como em 1998 onde negócios foram realizados a R$ 150,00/m3 no hidratado, hoje estamos vendendo a R$ 900,00/m3 (com impostos), enfim a força do setor é inquestionável, sabemos que dias melhores virão e trabalharemos para isso !!

Postado as 09:38h
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Comentário:


Jorge Prado disse ...
O problema atual vivenciado pelo Setor poderá acelerar ainda mais o processo de formação de clusters, diminuindo as chamadas Unidades Independentes. Mesmo com a falta de crédito e capital no mercado mundial, o cenário pode ser enxergado como um bom momento pelos investidores estrangeiros, pois os custos de investimentos para aquisição ou mesmo greenfields, é considerado baixo e de grande retorno, sem contar com o sempre atual apelo pela busca de fontes renováveis de suprimento.
Mesmo com os atuais preços de petróleo em baixa, ele somente inviabiliza o etanol a partir de cana se estiver cotado na casa de 30 dólares. O grande problema no momento não é mais a viabilidade ou não do etanol, mas a freada brusca no consumo em geral, que reflete diretamente nos combustíveis.
Como a PETROBRAS, mesmo com a queda do petróleo a níveis próximos de 40 dólares no mercado internacional, não deverá acenar com queda nos preços do combustível aqui no Brasil, o que pelo menos no curto prazo não influenciará negativamente nas cotações do etanol.
Além de estarmos entrando num período de entressafra, com estoques mais curtos, devido a necessidade de caixa em Novembro e Dezembro, o que fez com que as Usinas "queimassem" o produto no momento que deveriam estar guardando para o abastecimento de Janeiro a Abril.
Postado em 08/12/2008 14:08
Rafael Guimarães disse ...
Na realidade o exposto acima caracteriza uma tendência mundial, no qual,não apenas nosso setor sucroalcooleio se encontra, em que não se realiza bons investimentos, bons negócios apenas com dinheiro, é preciso ter conhecimento pleno naquilo que se estará investimento todas as fichas.
Com toda crise mundial, falta de crédito ao produtor, preços de insumos agrícolas acompanhando a disparada do dólar, é preciso cada vez mais inovações de táticas que não vem apenas do financeiro e sim do conhecimento pleno do setor, com melhores posições sendo tomadas e no seu melhor horário.
Não há dúvidas de que o etanol já fincou sua raiz no mundo, e que embora estejamos passando por uma situação momentânea de dificuldade, estamos hoje muito mais fortes e capazes de estar olhando cada vez mais para um horizonte(janeiro -09/abril -09) muito melhor do que nosso presente se encontra.
Postado em 08/12/2008 18:40
Adiene Teixeira disse ...
Na minha opinião o Etanol nunca deverá ser considerado um problema. É um combustível inteligente e que já alcançou um patamar no mercado que dificilmente terá mudanças, ainda mais nesse momento em que a cada dia temos a obrigação de encontrar mais e mais soluções contra o aquecimento global.
A questão dos investimentos terem recuado não é uma particularidade relacionada diretamente ao etanol, mas sim uma realidade do mercado atual. Todos terão de passar por essa dificuldade, todos os mercados estão sofrendo de alguma forma.
Temos informações relevantes quanto ao Etanol que podem ser lembradas nesse momento, e que deverá ser visto com otimismo; como o aumento do dólar por exemplo, que pode fazer o mercado externo ver nosso Etanol como uma solução ainda mais vantajosa.
Iremos ainda ver e encontrar dificuldades pela frente, mas elas não podem fazer com que o Etanol seja visto de nenhuma outra forma que não como uma solução e um mercado extremamente promissor.
Postado em 08/12/2008 19:27
Fernando Campello disse ...
O etanol está longe de ser um problema, o mercado interno está cada vez mais consolidado apesar de algum revés e a crise atual... a venda de carro flex está cada vez maior. Isso leva a crer que o carro bicombustível caiu no gosto do brasileiro sendo o consumo de álcool já maior que a gasolina. Vejo o etanol como solução e fortalecimento de uma posição do país que busca alternativas em relação ao petróleo e tão importante quanto isso... é a questão ambiental e a geração de milhares de empregos diretos e indiretos.
Concordo com alguns comentários citados em relação a crise que poderá acelerar o processo de formação de clusters, diminuindo as chamadas Unidades Independentes. Por uma razão simples...que com esse cenário de falta de crédito no mercado mundial é mais fácil e mais garantido conseguir dinheiro fazendo parte de um grande conglomerado que ser uma única unidade independente. Isso poderá abrir mais uma vez oportunidade para novos investidores, ainda mais agora com a taxa de câmbio favorável.
Postado em 09/12/2008 18:49

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