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Esta será a safra da melhor logística ...
Quinta-feira, 10 de junho de 2008.



Estamos vivenciando a cada dia grandes dificuldades no suprimento de etanol no País, seja qual for a região, decorrente do aumento na demanda por transportes, alocando basicamente toda a frota sendo destinada para combustíveis em geral incluindo o biodiesel, sofrendo alteração no percentual de mistura para 3% agora em Julho.

Assim sendo, o cenário começa a se desenhar em torno da estrutura logística, muitas usinas estão buscando contratos longos com transportadoras e até mesmo investimentos em frota própria para que tenham a possibilidade de dar maior garantia ao suprimento, não ficando refém de uma situação de mercado, alheia até mesmo às próprias Transportadoras.

Na realidade o mercado não se preparou para o BOOM do Etanol e Biodiesel, os biocombustíveis crescem sua participação no mercado de forma avassaladora, não tendo tempo hábil para repor a frota e trafegar tranqüilamente com produto neste Brasil.

Atualmente estamos vendo incrementos no preço do km rodado em função da alta demanda no suprimento da Região Nordeste pelos estados de Goiás, Minas e São Paulo, abastecimentos com longa distância, criando mais um item de preocupação com a parte de segurança da carga.

Ainda temos um ponto adicional, as exportações de etanol estando previsto para 4 bilhões de litros nesta safra, que além da logística rodoviária teremos que criar alternativas em portos e tancagens, para que não tenhamos problemas com filas de navios, demourrage, pagando mais do que o devido.

Enfim, esta será a safra da melhor alternativa logística, onde todos os players de mercado deverão se empenhar para criarem situações inovadoras para chegarem a frente e realizarem as operações de compra ou venda com maior tranqüilidade, sem sustos.

Que seja feita a boa Logística !!!!!

Postado as 15:50h
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Comentários:

Débora Thomé disse através do Blog da Miriam Leitão (globo.com)...
Não há dúvidas de que, num momento em que o mundo passa a comer mais e melhor, o Brasil, como grande produtor de alimentos, aumenta ainda mais suas chances no comércio internacional. Mas há um risco já anunciado: a rede de transporte do país não está preparada para grandes aumentos na produção. Parte da soja periga ficar no campo; do álcool, nas usinas.
— O Brasil tem uma vocação para commodities que não pode, nem deve, ser abandonada. Mas precisa ter estrutura logística e fazer com que ela seja menos cara. A soja aqui, para chegar ao porto, custa muito mais que nos Estados Unidos — diz o professor Manoel Reis, coordenador do Centro de Excelência em Logística da FGV-EAESP.
Esse "muito mais" pode significar o triplo do custo. A matriz do problema do transporte brasileiro é conhecida: ele é muito concentrado em rodovias, em detrimento de mais investimentos em ferrovias e hidrovias. E pior: as rodovias também não são essa maravilha.
No Brasil, transportar pelas estradas custa, em média, o dobro de por ferrovias. Mas, como a malha ferroviária é pequena, o modal rodoviário torna-se, em vários casos, a única opção. Porém, para nossas commodities, certamente, o ideal seria uma maior utilização dos trens. Manoel Reis ressalta que "também do ponto de vista ambiental, eles são muito melhores".
Atualmente são 28 mil quilômetros de vias férreas no país, menos que na Argentina. O professor acredita que seria necessário ter mais de 50 mil quilômetros. O Plano Nacional de Logística prevê que, até 2025, as ferrovias cheguem a ser mais usadas para transportar carga que as estradas.
Hoje essa taxa até vem aumentando, mas muito devagar. Como mostra o gráfico abaixo, com o percentual de utilização dos modais, será um longo percurso para uma mudança efetiva. (Aliás, não aparece no gráfico, mas o Brasil também usa muito pouco o transporte fluvial; é apenas 1% do total.)
O resultado desse caldo tem sido um transporte lento, caro e ineficiente desde o campo até os portos. E, quando chega no porto, o problema prossegue, porque há pouca disponibilidade de navios, que estão demorando até 30 dias a serem desembarcados.
Marcelo Andrade, da Ecoflex Trading & Logística, chama a atenção também para a questão de transporte do biodiesel e do etanol:
— Muitas usinas estão buscando contratos longos com transportadoras e até mesmo investimentos em frota própria. Esta será a safra da melhor alternativa logística.

Postado em 14/06/2008 às 12:00h

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