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Mais biodiesel pouca inclusão social no campo.
Terça-feira, 13 de março de 2009.
Meta de envolver 200 mil pequenos agricultores evapora e só 82 mil devem ser beneficiados este ano.
Após abandonar objetivo inicial de vincular 200 mil agricultores familiares ao programa brasileiro de biodiesel, o governo federal constatou que também não chegará perto de cumprir sua meta revisada de abranger 100 mil pequenos produtores este ano – serão 82 mil famílias, cerca de 20% a menos que o previsto.
O programa de biodiesel foi criado em 2005 com foco na inclusão social, onde pequenos agricultores plantariam oleaginosas (como mamona, pinhão-manso, girassol e nabo) para as usinas, gerando emprego e renda no campo, mas as culturas não se mostraram viáveis até aqui. Entre os motivos, o alto custo para criação de cooperativas agrícolas, preço final pouco competitivo e questões técnicas, como no caso da mamona, considerada viscosa para motores.
Com isso, o biodiesel está sendo produzido com soja e sebo animal de grandes empresas, que utilizam tecnologia e pouco aproveitam a agricultura familiar. Segundo dados do MME, 97% do biodiesel consumido no país (1,2 bilhão de litros por ano) são produzidos a partir de óleo de soja e sebo animal.
O biodiesel é todo comprado pela Petrobras em leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a preço subsidiados. Para especialistas, o programa foi bem sucedido em atender às metas de produção, mas permanece distante da “revolução no campo” propagada em seu lançamento. Um novo ingrediente foi à queda do preço da soja no mercado mundial, efeito da crise econômica global, o que tornou a Commodity mais atraente á produção do combustível.
As usinas que produzem biodiesel com um percentual mínimo pré-estabelecido de matéria-prima da agricultura familiar tem direito ao selo, mas sua fiscalização é freqüentemente colocada em dúvida.
Pelo volume de biodiesel vendido e o número de pequenos agricultores no programa, fica difícil acreditar no selo – diz o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de São Paulo, já o Diretor de combustíveis Renováveis do MME reconheceu que o programa “não está perfeito” e que os “rumos estão sempre sendo corrigidos.
Como ficaremos com o aumento da mistura, B4 e quais serão os novos rumos para liberação deste mercado ?
Postado as 17:42h
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