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Etanol como commodity.
Terça-feira, 15 de maio de 2009.
Existem rumores que a transformação do etanol em commodity beneficiaria o
Brasil no quesito nacional e internacional, já que geraria empregos de forma
acentuada e desenvolvimento tecnológico de produtos com maior valor
agregado. Esse é o grande desafio,a consolidação do etanol como commodity
energética global na área dos combustíveis, por meio da ampliação da
produção, do consumo e do comércio do produto. Para tanto, é preciso
combater mitos e preconceitos contra o setor que se espalharam em grande
velocidade pelo mundo, depois que os EUA e a UE decidiram duplicar ou
triplicar a sua produção de biocombustíveis. Temos de estimular o
crescimento da produção e consumo de etanol no maior número de países,
apoiando mecanismos mandatários de mistura e estabelecendo padrões
universais para o produto.
A referência commodity, conferida aos produtos de base em estado bruto ou
com pequeno grau de industrialização, produzidos em grandes quantidades e
por diferentes produtores, a exemplo do que já ocorre com o café, o algodão,
o trigo e a soja, no campo agrícola, precisa, portanto, alcançar também o
etanol, na medida em que se tem a entrada em vigor do Protocolo de Quioto
com a ratificação da Rússia.
A questão é, será que o Brasil possui condições para liderar esse processo
que é de interesse mundial, por mais que inicialmente esteja na liderança?
E a outra situação é ,até quando vão existir barreiras sobre o etanol a
partir da cana de açúcar, para que se tenha uma abertura dos países
desenvolvidos?
Postado as 17:07h
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Comentários:
Marcelo Andrade disse ...
Na realidade estamos acompanhando os movimentos de abertura deste mercado internacional por longa data. A Grande dificuldade é criar um indice internacional para que tenhamos bases para elaboração de contratos futuros a longo prazo. Atualmente o etanol é somente comercializando no mercado internacional na modalidade Spot, carga a carga, que gera um trabalho maior, dificultando qualquer planejamento de suprimento.
Quanto a barreira fiscal americana, entendemos que em determinado momento, terão que repensar pois sua producao tem limites e sua demanda nao. Assim sendo, somos sabedores que em algum momento no futuro, este mecanismo de barreira e protecionismo terá que mudar.
No futuro, o Brazil ajudará em muito o suprimento nos EUA complementando a oferta para suprimento local.
Postado em 20/05/2009 às 15:33h