Nesta edição de terça feira (15), o jornal britânico The Guardian publicou em texto didático sobre etanol
e o biocombustível do Brasil, citado como exemplo mundial. O artigo assinado por Judith Kneen ressalta que
o caso do etanol no Brasil deve ser estudado. O jornal anexa artigos e até vídeos sobre o combustível
da cana-de-açúcar.
A divulgação do etanol, que até bem semanas atrás era considerado réu na crise dos alimentos, encontra duas
explicações: publicações como o jornal, reconhecem a importância do biocombustível, e que ele não concorre
com os alimentos, como ocorre com o etanol feito do milho nos EUA, e que o derivado da cana é a alternativa
mais viável no curto prazo.
A Inglaterra, por exemplo, tem pressa em usar etanol ou outro aditivo renovável porque desde abril deste ano
entrou em vigor a Renewable Transport Fuel Obligation (RTFO), que obriga 2,5% de biocombustível no litro do
óleo diesel em circulação no país. Em 2010, a mistura saltará para 5%.
O Artigo enfatiza o fato de o Brasil ser líder mundial em biocombustível de automóvel, “onde todos os carros
utilizam o etanol ou uma mistura deste”. A Inglaterra ainda utiliza o Brasil como exemplo em caso de estudo
para seus alunos.
É enfatizado também, um considerável alarme sobre o súbito aumento na produção de biocombustíveis, incluindo
os custos ambientais da terra apuramento para a cultura de biocombustível. A preocupação, porém, é que a terra
usada normalmente utilizada para a produção de alimentos levou à escassez alimentar e de alta dos preços dos
produtos alimentares. Um recente relatório do Banco Mundial estima que os preços subiram em 75% - mais elevado
do que o previsto, e que obrigou a uma taxa de 100 milhões de pessoas em todo o mundo na pobreza.
Petro-Vitória disse ...
Na realidade todo cuidado é pouco com a produção brasileira, pois antes de aumentar
a produção tem que ter uma conscientização dos empresarios do setor sucro-alcooleiros
no investimento de melhores instalações para armazenar boa parte de sua produção,
buscando o ponto ótimo de venda, sem grandes desesperos na queima em função de pouco
espaço em tanque. O que acontece no Brasil é a falta de planejamento para crescer,
onde aumenta-se produção ano a ano, porém a tancagem é igual a de 1999, tanto sob o
ponto de vista da produção quanto consumo nas Distribuidoras.
Temos que investir em canais de escoamento para buscar patamares internacionais e
deixar de tratarmos o alcool carburante com um produto doméstico.
Marcos Antonio
Postado em 18/07/2008 às 21:08h
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