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O seminário realizado nesta semana na Câmara dos Deputados pela Unica apresentou sete estudos que comprovam os benefícios do uso do etanol em diferentes áreas. O encontro faz parte do projeto denominado Agora - Agroenergia e Meio Ambiente, cujos objetivos são fazer chegar à classe política e à opinião pública informações sobre o agronegócio da cana e melhorar o fluxo de informações entre o setor e a sociedade.
Essa iniciativa é muito importante porque ainda há muito desconhecimento sobre o funcionamento da cadeia produtiva e vira e mexe surgem declarações, estudos ou levantamentos que acabam criando ruídos na comunicação e trazendo prejuízos à imagem do setor sucroenergético. No mundo de hoje, em que os países estão interligados e as notícias são transmitidas em tempo real, uma informação errada pode comprometer anos de trabalho e estudos.
E o setor também já se conscientizou de que não adianta apenas ostentar belos números, contribuir para a economia nacional e para a mitigação dos efeitos do aquecimento global. É preciso que essas informações cheguem até as pessoas. Um dos estudos, por exemplo, liderado pelo professor Marcos Fava Neves, mostrou o peso do agronegócio da cana na economia nacional: o setor fatura US$ 28,15 bilhões - cerca de 2% do PIB brasileiro - e a movimentação financeira da cadeia produtiva chega a R$ 86,8 bilhões.
Os fornecedores independentes de cana - estimados em 70 mil em todo o país - geram uma receita superior a US$ 5 bilhões. Em 2008, o setor empregou 1,28 milhão de pessoas com carteira assinada, o equivalente a 2,15% dos postos de trabalho no Brasil. Nessa conta-se incluem empregos gerados no cultivo da cana-de-açúcar, fábricas de açúcar em bruto, no refino e moagem de açúcar e na produção de etanol.
Outro estudo que trouxe dados interessantes foi realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e mostrou que a troca de petróleo por etanol nas metrópoles melhoria sobremaneira a qualidade de vida e reduziria os gastos com internações e atendimentos na rede de saúde. E os dados foram estimados.
Segundo o estudo, se os carros e ônibus movidos a derivados de petróleo passassem a usar apenas etanol na Região Metropolitana de São Paulo, mais de 12 mil internações e 875 mortes decorrentes de doenças provocadas pela poluição gerada pela queima desses combustíveis seriam evitadas em um ano e quase US$ 190 milhões deixariam de ser gastos. Mesmo que a troca fosse feita apenas para a frota de ônibus, o número de internações seria reduzido em 4,5 mil em um ano - o que geraria uma economia de US$ 12 milhões - e seriam evitados 745 óbitos no mesmo período.
Os pesquisadores alertam que os dados, apesar de impressionantes, estão subestimados, já que doenças que não demandam internação hospitalar não foram contabilizadas e apenas dois poluentes - o material particulado fino e o ozônio - foram considerados.
O importante desses estudos é que eles confirmam informações que já são conhecidas, mas que não tinham ainda sido quantificadas. Os números dão maior veracidade aos fatos e são uma forma de convencimento, principalmente se fornecidos por instituições e pesquisadores reconhecidos. Assim, os estudos apresentados no seminário são novos bons argumentos em favor do etanol brasileiro.
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